domingo, 10 de maio de 2009

Our Personal Penélope Cruz

Uma noite daquelas! Assim posso descrever a nossa noite de quarta-feira. Já passavam das sete quando cheguei ao laboratório de comunicação, mais conhecido como “a BR” pelos alunos, para encontrar o meu grupo e fazer o trabalho de cinema. Iríamos recriar uma cena do filme Volver, de Pedro Almodóvar.

Como estávamos só em mulheres – Marcos ainda não havia chego – fomos todas ao banheiro dos professores arrumar as atrizes, Liz e Samantha, Raimunda e Paula, respectivamente.Era preciso fazer a maquiagem, arrumar o cabelo, ou melhor, desarrumar o cabelo, trocar de roupa, enfim os personagens começavam a tomar conta de nossas atrizes. Tudo isso, claro, sendo registrado pelas minhas mãos e da Cláudia.

Atrizes prontas e com a câmera na mão era hora de partir para a primeira locação, a garagem de ônibus do Cristo Rei. Como não tínhamos entrado em contato com a garagem pedindo um ônibus exclusivo para a nossa gravação, resolvemos ir com a cara e a coragem e uma carta escrita pelo professor Irídio (muito obrigada professor), explicando tudo. E lá foram, Clau e Bárbara. É claro que esse plano não deu certo. Partimos para o plano B. Pegar o ônibus em um ponto e descer no outro.

Quando o primeiro ônibus passou perguntamos ao motorista de quanto em quanto tempo ele passava, e para nossa sorte, ele passava de meia em meia hora. Jóia. Nesse tempo, aproveitamos para gravar a cena da Sah e fofocar, afinal em meia hora dá para falar muita coisa, ainda mais quando são mulheres juntas (hehehehhee). Ah, nesse meio tempo, o nosso querido Marcos – que interpretará Paco, o marido de Raimunda – resolveu se juntar a nós.

De repente sem esperar, eis que surge o ônibus. Meu Deus! Corre todo mundo para se preparar. E quando para em frente ao ponto, nada da Liz descer. Ué cada a Liz? Toca o meu celular, é o Marcos que me diz: “A Liz já está no ônibus!”, eu desesperada: “ O ônibus acabou de passar e ela não desceu!”. Marcos, com a voz calma: ”ela pegou OUTRO ÔNIBUS!!!, um que vai recolher, ela já chega aí”. Pronto, Clau, Sah, Drizy e eu entramos em pânico. E para piorar um minuto depois Bah e Marcos chegam. E nada da Liz. E pior ela estava sem celular. E agora?? Confiar na bondade de um motorista não seria demais?! Para nosso alívio, alguns minutos depois eis que surge descendo a rua a nossa atriz, com os sapatos na mão. Tudo bem com ela. O motorista não iria entrar na garagem pelo portão que estávamos esperando e sim pelo portão da rua de cima. Ufa! Foi só um susto.

Depois de muita luta conseguimos gravar. Deu tudo certo! A próxima parte era pequena e por isso julgávamos a fácil de fazer. Quanto engano. Acho que todos os carros de Curitiba resolveram passar na rua nessa hora, um saco. Tivemos que esperar um bom tempo, até que não viesse ninguém. E quando não eram os carros para atrapalhar, era a moradora do prédio ao lado. (insira aqui um apelido para a tia). Tudo bem que já era tarde, mas não estávamos fazendo muito barulho, e além do mais, ela não estava dormindo, e sim vendo TV!

Não posso deixar de dizer que a Liz está a cara da Penélope Cruz. Sim ela é a nossa Penélope brasileira! Ficou demais a caracterização. Valeu Clau e Bárbara, nossas produtoras de arte. E o que dizer da Sah como Paula. Ficou muito parecida também. As duas deram um show de interpretação e mostraram que mandam bem no espanhol. Arrasaram meninas!

É, a nossa noite foi muito divertida, conseguimos dar início a recriação e com certeza vai ficar show de bola. Todos estamos muito empenhados e empolgados. É um trabalho que está dando prazer, e claro, nos divertindo. Demos muitas risadas, aproveitamos o momento. Mal esperamos para ver o resultado final, que tenho certeza ficará muito legal. É semana que vem continuamos nossas aventuras... É a vez do Marcos entrar em cena! Até lá...

Por Caroline do Prado

No Divã com Lília Cabral

Quando pensamos na palavra divã, logo pensamos em depressão, loucura, desabafo, tratamento de dias ou anos, psiquiatra, psicólogo, análise. E, é em ritmo de desabafo que Lília Cabral nos conta todos os seus problemas no filme Divã.

A história é de uma mulher, Mercedez, de 40 anos, que abre mão de seus gostos, de seus prazeres, para levar uma vida normal e aparentemente feliz ao lado de sua família. Casada e com filhos, ela resolve procurar um psicanalista e acaba transformando a sua vida, para melhor.

Com direção de José Alvarenga, o filme é bem produzido e encanta a todos os espectadores. As cenas são bem dirigidas e os diálogos são bem construídos. Os usos da câmera em close em muitas cenas, e algumas vezes atrás da personagem dão um tom subjetivo ao filme. As situações cômicas e a interpretação, posso dizer aqui, perfeita de Lília Cabral, garantem boas risadas. E para os mais sensíveis algumas lágrimas.

Mercedez é um exemplo claro de que todos podemos mudar para ser feliz e de que nunca é tarde para nos conhecermos melhor, nunca é tarde para buscarmos a felicidade. É preciso deixar o medo de lado e dar o primeiro o passo. Mudar nem sempre é o pior, mas sim o melhor.

Enfim, recomendo!

Em tempo:

Quando se trata de cinema nacional, tem sempre aquele preconceito, de que filme produzido aqui é ruim, não é de qualidade, e blábláblá. É verdade que estamos longe de chegar ao nível de produções hollywoodianas, mas é cada vez maior o esforço para se fazer produções de grande qualidade, não só pelo roteiro, mas toda a parte de técnica. O Brasil vem evoluindo e toda essa evolução vale a pena acompanhar. Fica aí a dica.

Por Caroline do Prado

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Volver: mescla de drama e comédia

Quando Raimunda – interpretada por Penélope Cruz – canta Volver é que se consegue perceber a evolução da personagem na trama e perceber, então, que todos os outros personagens evoluíram com ela, que a própria história também não ficou à margem desta evolução.

Não é só Raimunda que personifica a mudança, são todos os elementos postos ali naquela cena que demonstram isso.

Volver (2006) conta a história de duas irmãs que têm de lidar com a figura da mãe depois da mesma ter, supostamente, morrido num incêndio. O filme tem a capacidade de transformar dramas cotidianos vividos por mulheres comuns em histórias interessantes e complexas.

Interessante como o momento de reencontro de Sole (Lola Dueñas) e sua mãe, um pseudo-fantasma que passa a morar com ela. E complexo como o momento da conversa entre Raimunda e Irene.

O roteiro parece mesclar ingredientes de comédia com drama. Este último aparece mais nos momentos finais da trama.

Já iniciar um filme com mulheres limpando tumulos de familiares é um tanto diferente. Mas os elementos que começam a formar o dueto comédia/drama começam a ser percebidos a partir da cena em que Paola (Yohana Cobo), filha de Raimunda, assassina o próprio pai depois de ser assediada sexualmente por ele. Em meio ao dramatismo do momento em que Raimunda encontra o marido morto na cozinha da própria sala o telefone toca e tanto ela, Raimunda, quanto a filha têm que lidar com a difícil situação de simular a normalidade tendo um cadáver por perto e, ainda assim, receber a notícia de mais uma morte. Há melhor maneira de alternar drama e comédia?

Para que o leitor possa ter idéia da cena que inicia esse texto, segue um trecho dela disponível no YouTube.

Por Marcos Vinicius




A Vida é Bela


Pano de fundo: Segunda Guerra Mundial, porém o filme do ator e diretor Roberto Benigni não se pareçe nada com os horrores do holocausto. Neste filme o que prevalece acima de tudo é o amor icondicional de um pai por um filho e de uma mãe por sua família. Mediante a perseguição nazi-fascista que maltrataram os judeus nos anos quarenta, o personagem Guido vivido por Benigni é levado junto com seu filho de cinco anos para um campo de concentração, sua mulher na trama e também na vida real a personagem Dora (Nicoletta Braschi) apesar de não ser judia pede para ser levada junto com sua familia provando mais uma vez que o amor está acima de tudo.
O ápice do filme é que para não demostrar os hororres sofridos no campo de concentração Guido diz para seu filho Giosué que os judeus estão participando de um jogo onde eles ditam as regras, que basicamente são ficar quietos, sem comer e escondidos, quem conseguisse atingir estas metas ganharia um tangue de guerra. Neste cenário humorístico A Vida è Bela despertou a atenção da crítica e conquistou três premiações do Oscar.
Porém nem tudo são flores se tratando do filme, o diretor enfrentou algumas críticas de judeus que alegaram que um assunto tão sério quanto este não poderia ser tratado com tanta brincadeira e trapalhadas. Porém a opinião que prevaleceu foi a de que realmente por mais sofrida que possa ser a vida, depende de você torná-la bela ou não.
Sobre o diretor:

Nome Completo: Roberto Benigni
Natural de: Misericordia, Arezzo, Itália
Nascimento: 27 de Outubro de 1952

Roberto Benigni atuou em vários filmes os mais conhecidos são:


2005 - O tigre e a neve (La tigre e la neve)
2003 - Sobre café e cigarros (Coffee and cigarettes)
2002 - Pinóquio (Pinocchio)
1999 - Asterix e Obelix contra César (Astérix et Obélix contre César)
1997 - A vida é bela (La vita è bella)
1994 - O monstro (Il monstro)

A cara sempre a mesma, risonha, só de olhar já notamos que trata – se de um cineasta que insere a comédia em praticamente todas as suas obras, apesar do constante tema de guerra que norteia dois dos seus três filmes. A forma como trata de assuntos sérios e sórdidos faz com que o autor seja reconhecido por tocar sempre no coração das pessoas, no filme A vida é bela em especial. Apesar dos prêmios e da grande comoção, Benigni enfrenta certo preconceito de alguns críticos justamente pelo jeito pastelão de ser. Porém na minha humilde opinião seus filmes comovem tanto que basta assisti-los uma vez para nunca mais esquecê-los.

Por Letícia Baptistella

terça-feira, 5 de maio de 2009

Histórias mal resolvidas




Pedro Almodóvar consegue mais uma vez, com seu filme Volver, surpreender, divertir, encantar,instigar e causar revolta. Como praticamente sempre, a história gira em torno de uma família composta somente por mulheres. Isso porque as personagens nunca tiveram muita sorte com os homens. Penélope Cruz interpreta Raimunda, uma mulher batalhadora e forte, que se divide em várias para cuidar da casa e de sua filha Paula enquanto o marido está desempregado. Ela vive em Madri junto com sua irmã Sole, uma cabeleireira que trabalha em um salão de beleza ilegal localizado dentro de sua casa. Juntas, as três viajam à pequena cidade de La Mancha para visitarem a tia, que está bem velha e doente. Quando esta morre, segredos e confissões começam a ser revelados. Irene, a mãe de Raimunda e Sole era dada como morta até então, após um incêndio na cidadezinha. Com a morte da tia, surge a oportunidade de revelar a verdade : ela não havia morrido, e sim, sumido depois de ter causado a morte de seu marido no incêndio. Irene aparece para Sole que a esconde dentro de sua casa, com medo da reação de Raimunda – antes da suposta morte de Irene, as duas mal se falavam.
Com a morte trágica do marido de Raimunda, as irmãs ficam cada vez mais próximas, e o inevitável finalmente ocorre : o reencontro de Irene e Raimunda. Com as duas frente a frente, elas podem colocar tudo em pratos limpos e se aproximar de novo.

Assisti a Volver três vezes – não sou dessas pessoas que gosta de assistir a um mesmo filme mais de uma vez – mas confesso que este filme não me cansou ou irritou nenhuma vez. Talvez por ter sido dirigido por Almodóvar,um de meus diretores preferidos. A escolha de Penélope Cruz para o papel principal foi sensacional. Ela dá conta do recado tanto nas cenas de tensão quanto nas de descontração. A crítica ao filme Volver no Omelete fala sobre o talento inegável de Penélope como atriz em seu idioma nativo. Enquanto que em produções norte americanas ela deixou um pouco a desejar ao interpretar em inglês,em Volver ela faz brilhar os olhos dos telespectadores diante de sua interpretação. Vide o estrondoso sucesso de Vicky Christina Barcelona, no qual Penélope Cruz fala em inglês e espanhol. Me parece que ela brilha e vibra muito mais quando está falando espanhol.
O melhor dos filmes de Almodóvar é que você se emociona , se diverte e encara temas um tanto quanto delicados. Em Volver, não é diferente. Há traição, tentativa de estupro, incesto, doenças terminais... Mas apesar de tudo isso, o filme não é pesado, muito pelo contrário.
Volver é um destes filmes que vale a pena ver e rever.
Samantha Fontoura.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Divã: Para mudar é preciso dar o primeiro passo

Parece que a vida é mesmo um constante e ininterrupto momento de reflexão. Se pararmos para nos observar, percebemos facilmente que a todo instante estamos a fazer questionamentos sobre nossa condição e sobre os caminhos, muitas vezes inesperados, pelos quais a vida nos conduz. E parece ser justamente esse o ponto central para entender o sucesso que Divã vem fazendo nos cinemas de todo Brasil.

Dirigido por José Alvarenga Jr. e protagonizado pela versátil Lília Cabral, o longa trás a tona questionamentos que muitos de nós já fizemos ou um dia faremos sobre nossa existência.

Divã conta a história de Mercedes, uma mulher de meia idade cuja vida encontra-se aparentemente estabilizada. Ela é casada com o personagem de José Mayer, tem dois filhos e tudo indica que é muito bem resolvida emocionalmente. No entanto, todas essas evidências são destruídas quando ela sente que seu casamento está ruindo e decide procurar um analista. Lá, começa a questionar sua vida pessoal, profissional e seu poder de sedução. Sua melhor amiga Mônica, interpretada pela também “camaleoa” Alexandra Richter acompanha de perto as transformações de Mercedes e participa de suas novas experiências e descobertas. É justamente nessa relação que está a parte mais emocionante da história. Uma amizade que transcende quaisquer diferenças e demonstra ser a única coisa indubitável da vida de Mercedes.

Inspirado na peça de Teatro e no livro homônimo de Martha Medeiros, o filme estreou em abril e antes mesmo de completar duas semanas em cartaz, já havia conquistado a liderança nas bilheterias brasileiras. O longa conta também com a participação de Reynaldo Gianecchini e Cauã Reymond, que talvez não consigam destacar-se na história devido à atuação extasiante de Lilian Cabral. Parece algo evidente que a função que ambos desempenharam foi a de atrair o mulherio às salas de cinema. Se esse foi o objetivo, confessemos, eles desempenharam, e com maestria.

Suposições ou interpretações a parte, a ideia que está contida nessa história é de que nada na vida é imutável ou previsível. Certamente uma brilhante e comovente produção aos olhos dos que se permitem enfrentar as mudanças e os desafios que a vida nos apresenta, afinal, para mudar é preciso dar o primeiro passo.




Por Claudia Guadagnin

Sexo, cores, Almodóvar

cores berrantes e mulheres deseperadas...

Talvez, num primeiro momento, pareça um tanto transgressor começar um post num blog utilizado para fins acadêmicos dizendo que o cineasta Pedro Almodóvar é um mestre na arte de orquestrar boas cenas de sexo, mas o que é a obra de Almodóvar, senão transgressora?

É fato que a maioria dos filmes do diretor espanhol apresentam um erotismo e sensualidade inegáveis. Na verdade, esta é uma das características mais acentuadas na obra de Almodóvar: As discussões profundas e controversas acerca da sexualidade. Outra de suas características marcantes é o uso das cores. Nenhuma delas está ali por acaso. Sendo a paixão e a violência temas recorrentes na obra do diretor, faz todo o sentido que o vermelho seja a cor predominante, a que se sobrepõe.

Personagens excêntricos, cenários kitsch, cores extravagantes, figurinos berrantes. São os elementos que compõem os dramalhões de Almodóvar. Mas nada disso torna o visual grotesco. Muito pelo contrário, o senso estético de Almodóvar permite que a atmosfera de seus filmes seja plausível e quase palpável, delineia o cenário perfeito para o afloramento das emoções exacerbadas.

Centrados sempre no cotidiano, nas situações e relacionamentos aparentemente simples que evoluem para casos tensos, escândalos que levam ou quase levam seus personagens à loucura. Os dramas de Almodóvar chegam a níveis absurdos, porém, um de seus maiores trunfos está no fato de tornar o absurdo, palatável.

Almodóvar oscila entre o racional e o instintivo do homem, entre o corpo e a mente, entre o sentimento e a razão. E mergulha no universo de incoerências e contradições que é o próprio indivíduo.

O cenário histórico e político da Espanha é outro dos elementos recorrentes nas obras do cineasta, sem nunca, contudo, constituir o destaque principal de suas tramas. O diretor prefere apostar nos relacionamentos humanos e nos dramas pessoais, na maioria das vezes tendo mulheres como foco. O cineasta costuma dizer que “Os homens também choram, mas penso que as mulheres choram melhor”. As mulheres de Almodóvar ganham destaque em obras como Tudo Sobre Minha Mãe, Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos, Volver e Kika. Em Fale Com Ela, Almodóvar admite que queria falar sobre algo doloroso o bastante para fazer um homem chorar. Nesse filme, as mulheres também marcam presença, mas são os homens que movimentam a história.

Nascido em Calzada de Calatrava, na Espanha em 1951, aos oito anos Pedro Almodóvar mudou-se com sua família para a cidade de Extremadura, onde freqüentou colégios de Franciscanos e Salesianos. E foi nessa época que o cinema entrou em sua vida. Almodóvar costumava ir a Caceres para ver os filmes. Mas é aos 16 anos, que a paixão pelo cinema se transforma em realidade. Almodóvar decide se mudar para Madri, afim de estudar e fazer filmes. Como não conseguiu estudar na escola de Franco, pois ela havia fechado, resolveu aprender na prática. Mas para que isso fosse possível teve que arranjar um emprego, e acabou se tornando assistente administrativo na Companhia Telefônica Nacional, onde ficou por doze anos.

Como tinha suas tardes livres entrou para o grupo de teatro independente “Los Gollardos”, aproveitava também para escrever para revistas alternativas – algumas de suas pequenas estórias foram publicadas –, e fazer os filmes em Super-8 com seus amigos. Almodóvar ainda fazia parte de um grupo de punk-rock chamado “Almodóvar e McNamara”, no qual cantava travestido. Também foi cartunista.

Mas, foi em 1980 que a Espanha o conheceu. Era a estréia de seu primeiro longa: Pepi, Lucy, Bom y Otras Chicas Del Montón. A partir de então, filmar se tornou a sua grande paixão e Almodóvar se tornou um grande diretor e roteirista, um grande cineasta para o mundo.

Vale à pena conferir a obra desse cineasta cujo maior trunfo está na maneira sutil e ao mesmo tempo densa com que conduz e “pinta” a sua história na tela, criando obras poderosas e contundentes.


Filmografia

» Los Abrazos Rotos (2009)

»Volver (2006)

» Má Educação (2004)

» Fale com Ela (2002)

» Tudo Sobre Minha Mãe (1999)

» Carne Trêmula (1997)

» Flor do meu Segredo, A (1995)

» Kika (1993)

» De Salto Alto (1991)

» Ata-me! (1990)

» Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos (1988)

» Lei do Desejo, A (1987)

» Matador (1986)

» Que Fiz Eu Para Merecer Isto? (1984)

» Maus Hábitos (1983)

» Labirinto de Paixões (1982)

» Pepi, Luci, Bom y otras chicas del montón (1980)