segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Inimigos Públicos pt. 2
Eu me encaixo no grupo dos que odiaram o longa estrelado por Johnny Depp. Não vim aqui para dar meu parecer, e sim, para mostrar duas opiniões muito distintas que saíram na Gazeta do Povo de quinta feira.
Uma delas simplesmente detona a produção cinematográfica,enquanto que a outra eleva Inimigos Públicos ao patamar de melhor filme do ano.
Abaixo, alguns trechos:
"[...]fui convocada a colocar no papel os motivos que me levaram a achar Inimigos Públicos, em cartaz nos cinemas, um dos mais entediantes a que já assisti. O filme demora a esquentar e não chega a ferver. As cenas de ação são excessivamente coreografadas e os diálogos são fraquíssimos – não entendi o porquê de Johnny Depp contar com os serviços de um técnico de som particular, se mal se consegue ouvir o que seu “introspectivo” personagem resmunga.Falta contextualização histórica: não fica claro o motivo que levou os norte-americanos a considerarem o ladrão John Dillinger um herói. Nem mesmo a história de amor vivida entre Dillinger e a balconista Billie Frachette (a encantadora Marion Cotillard) convence. A paixão arrasadora que a leva a ser presa como cúmplice (e que deveria servir para humanizar o personagem de Depp), perde o sentido quando ele morre ao lado de outra namorada, enquanto Billie vê o sol nascer quadrado." Juliana Girardi
"Até aqui, Inimigos Públicos é o filme do ano. Ou o filme americano do ano. Ele pode ser visto como um tributo aos policiais dos anos 30[...] Um homem caminha do carro até o prédio. Outro se despede da mulher e do filho. Uma mulher diz que usa um vestido barato. Num filme de Mann, cenas assim se tornam inesquecíveis. Outro elemento que embala Inimigos Públicos é a trilha sonora. Perfeita com canções de Billie Holiday. Eu já mencionei que é o filme do ano?" Irinêo Netto
Para conferí-las por inteiro, é só clicar nos links abaixo.
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=912079&tit=Bonito-mas-chato
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=912080&tit=Melhor-filme-do-ano
Samantha Fontoura
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O Começo...
Começar alguma coisa às vezes pode ser difícil, complicado. Ninguém nunca nos disse que fazer um curta seria fácil, que não teríamos trabalho. Pelo contrário, teremos que dar o sangue para que tudo saia perfeito, para que nada de errado. Pois bem, o trabalho começa na concepção do argumento, que dará origem ao roteiro do curta-metragem.
Mas, sobre o que falar? O que contar? Em que se basear? Quais referências devemos buscar? Será que devemos fazer uma adaptação? Quem é que vai escrever o argumento? Todos escrevem e fazemos uma votação para escolher o melhor? Ou pulamos o argumento e vamos direto ao roteiro? Por onde começar? O que é queremos afinal? Perguntas freqüentes...
Bom, desde o semestre passado que nós temos várias idéias para o nosso curta. Idealizamos várias histórias, personagens, cenas, falas, atores, locações e até discutimos sobre como o final deveria ser. Mas, tudo não saiu do papel, ou melhor, de nossas conversas. Agora é chegada a hora em que todas essas idéias e outras mais que ainda vamos – e isso vocês podem apostar que teremos – devem tomar forma. Deve ser criado o argumento, deve ser escrito o roteiro.
Nos próximos dias, estaremos trabalhando nisso. Ainda não temos idéia de como ficará, nem sabemos ao certo quantos personagens terão, qual será o tema abordado, qual será o drama vivido. A única coisa certa é que não teremos muito tempo para as filmagens, por isso o nosso roteiro será simples, mas complexo, porque afinal o pessoal aqui da INQUADRO não gosta de moleza, mas sim de desafios... Então mãos à obra!
Por Caroline do Prado
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Alice...na vida real

quinta-feira, 30 de julho de 2009
Inimigos Públicos
Bom, o longa conta a história de John Dillinger, um esperto ladrão de bancos e trens dos tempos do faroeste. Caçado por um tipo de FBI da época, o Bureau de Investigação Nacional, Dillinger os faz de gato e sapato, usando sua esperteza para fugir e se dar bem. Nem na prisão ele fica muito tempo. O filme traz a formação das gangues, ou melhor, máfias de jogos ou apostas. Mas infelizmente ou felizmente o final não é feliz.Ok, nem tudo é ruim, o filme tem uma coisa boa. O diretor Michael Mann preferiu trabalhar com câmeras digitais de alta resolução, e isso deu uma boa qualidade técnica ao filme, mesmo sendo uma opção estética do diretor. A iluminação também ganha pontos. Algumas cenas ganharam um tom um pouco sombrio, como as cenas nos corredores do hotel. As luzes ajudam também a tirar da visão do espectador tudo aquilo que é desnecessário deixando apenas o mais importante, como por exemplo, um sorriso de John Dillinger.
Mas isso não consegue amenizar a chatice que é a história. As primeiras cenas do longa parecem se arrastar e assim acontece até o final. É claro que há momentos de muita ação como as cenas dos roubos, a cenas na prisão quando o Dillinger e sua turma escapam, mas é só. Todo o resto é pura enrolação. Então não perca seu tempo indo ver, e não pense que o pirata preferido de todos está bem nesse filme. A sua atuação fica apagada com tanta coisa ruim. Enfim, não recomendo!Por Caroline do Prado
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Mulher Invisível
Que atire a primeira pedra quem nunca sofreu uma desilusão amorosa. Passou semanas de luto, achou que nunca iria encontrar a sua cara metade, pegou um pote de sorvete ou uma panela de brigadeiro para assistir a um filme romântico na TV e se acabar de chorar. E que atire a segunda quem nunca curou o coração partido com outra paixão.Pois bem, no filme A Mulher Invisível, lançado em Maio desse ano, somos apresentados a Pedro (Selton Melo) que está totalmente apaixonado e crê que tem ao seu lado a mulher da sua vida, até ficar sabendo que ela está grávida e que ele não é o pai. Ele cai em depressão total. Fica isolado do Mundo em seu apartamento até que certo dia uma mulher bate à sua porta. É a sua vizinha, Amanda (Luana Piovani), pedindo uma xícara de açúcar. Pronto, em questões de segundos ele cai de amores por ela.
Como toda comédia romântica o filme do diretor Claúdio Torres tem um final feliz. Mas isso não o prejudica, nem a atuação de Luana Piovani, que ao contrário do que se esperava, ela faz o seu papel muito bem. Mas quem dá ritmo ao filme são as personagens de Vladmir Brichta (Carlos) e Maria Maoella (Vitória), que são melhor amigo e vizinha de Pedro. As cenas são bem feitas e não a sequer um minuto de chatice. As situações que acontecem na trama fogem um pouco da fórmula tradicional dos filmes desse gênero, e isso é sem dúvida o grande mérito do diretor Claúdio Torres. Talvez por isso e por se tratar de uma comédia romântica tenha agradado ao público de uma forma geral e o seu desempenho nos cinemas tenha sido tão bom.
Estamos de volta!
Nesse segundo semestre nós vamos desenvolver o nosso curta e pesquisar sobre o cinema brasileiro. A pesquisa renderá matérias que serão postadas em outro blog, no www.cineacademia.blogspot.com – este é um blog desenvolvido pela nossa professora de cinema, Celina. Nós seremos responsáveis pela editoria história, então toda semana vocês poderão conferir uma matéria do pessoal da INQUADRO.
Por aqui, traremos toda semana o nosso diário de bordo, contando tudo sobre a produção do curta. É claro que não deixaremos de fazer as críticas sobre os filmes, falar sobre as notícias de cinema e tudo o mais que diz respeito à sétima arte. Sejam bem vindos de volta!
Por Caroline do Prado